Tributário

Nota Técnica 2025.002 v1.40 NF-e: ajuste imediato para microempresas

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Equipe RLF
Publicado em 23/05/2026 · Atualizado em 06/06/2026
4 min de leitura
Resumo

A Nota Técnica NF-e 2025.002 v1.40 (IBS/CBS) exige ajustes: revise ERP, CFOP, contratos e faça testes em homologação para evitar rejeições, tributos e bloqueios

Nota Técnica 2025.002 v1.40 para a NF-e — ligada às regras do IBS/CBS — exige ajustes práticos já: não é apenas um patch técnico, é mudança na forma de informar receitas, repasses e tributos nas notas eletrônicas.

Para micro e pequenas empresas que usam ERPs simples, emitem NF-e manualmente ou vendem por marketplaces, essas alterações pedem ações imediatas antes dos cronogramas públicos de 2026/2027. Entender o que mudou ajuda a evitar rejeições, retrabalho e impacto tributário.

O que a Nota Técnica altera na prática

A atualização altera layout e validações da NF-e relacionadas ao IBS/CBS. Em termos práticos, os principais pontos são:

  • Novos campos e regras de validação para informar repasses, comissões e valores repassados a terceiros.
  • Obrigatoriedade de indicar corretamente CFOP/CST e a natureza da operação em situações de marketplace, consignação e intermediadores.
  • Validações eletrônicas mais rígidas que impedem autorização quando os dados não batem com as regras (por exemplo, valores repassados sem documentação).
  • Alterações no grupo de informação fiscal para separar automaticamente receita própria de valores de terceiros.
  • Necessidade de testes em homologação antes de migrar para produção.

Por que isso importa para sua microempresa

A principal consequência é que notas com preenchimento incorreto podem ser rejeitadas na emissão, interrompendo vendas e integrações com marketplaces. Isso gera custos operacionais e risco de receita perdida.

Se repasses não forem segregados corretamente, há risco de inflar a base tributável no Simples Nacional, resultando em imposto a mais. Por isso, ajuste de ERP e processos é essencial para eficiência operacional.

Além disso, contratos e comprovantes de repasses tornam-se prova documental necessária para demonstrar que determinados valores são de terceiros e não receita própria.

Cenários práticos e riscos

Alguns exemplos concretos ajudam a visualizar os riscos:

  • Comércio em marketplaces: se o vendedor não informar corretamente repasses/retrocessos na NF-e, a integração pode rejeitar a nota ou a Receita pode considerar esses valores como receita própria.
  • Prestador de serviço com comissionamento: comissões a parceiros não informadas aumentam a base do Simples e elevam imposto devido.
  • Consignação: é preciso indicar a operação como consignação e ter contrato que comprove a relação para evitar tributar indevidamente o valor repassado ao consignatário.

Plano prático e de baixo custo

A seguir, passos imediatos e de custo reduzido para ajustar sua operação:

  1. Mapear fluxos de venda: identifique vendas diretas, por marketplace, consignação e repasses a terceiros.
  2. Rever parametrização do ERP: confira CFOP, CST, campos de repasse e a geração do XML da NF-e conforme a Nota Técnica 2025.002 v1.40.
  3. Documentar contratos e comprovantes: adote contratos-padrão para repasses/consignação e guarde comprovantes de transferência.
  4. Testar em homologação: simule emissões e integrações com marketplaces antes do prazo oficial.
  5. Alinhar com seu contador: ajuste lançamentos e procedimentos fiscais.
  6. Negociar com marketplaces quando necessário: exija clareza sobre quem retém e declara tributos.

Impacto financeiro e prazos

Para visualizar o impacto: se sua empresa repassa R$ 20.000 em comissões e esses valores forem considerados receita própria, um imposto efetivo de 6% representaria R$ 1.200 a mais por ano. O exemplo é ilustrativo, mas mostra como pequenas diferenças de classificação afetam o caixa.

Os cronogramas públicos indicam adequações entre 2026 e 2027. Com a Receita ampliando a automação nas checagens, começar agora transforma um custo de ajuste em ganho de eficiência. Procrastinar tende a aumentar custos por atualizações de emergência, multas indiretas por bloqueio de vendas e retrabalho.

A questão não é se sua empresa pode resolver isso, mas quando executar. Planejamento simples e alguns testes reduzem riscos e, em muitos casos, evitam tributação indevida sobre repasses.

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Com planejamento e alguns testes você reduz riscos, evita retrabalho e pode até diminuir sua carga tributária ao não tributar valores que são repasses a terceiros.

Conteúdo produzido pela Equipe RLF Contabilidade com base na legislação vigente e em publicações oficiais. É informativo e não substitui orientação profissional individualizada.

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